Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010

...

Esta semana passou a correr. Parece que não foi como as habituais semanas, esta pareceu ter menos horas. O voltar para o trabalho e para as rotinas normais parece que veio apressar a vida depois de uma semana em que todos os momentos eram apreciados ao máximo.

Nos momentos de mais calma desta semana deu para reflectir que a agitação impede-nos de pareciar as coisas e a vida. Passa-se tudo muito rápido e até os bons momentos temos dificuldade em apreciar, porque entretanto já apareceu outra coisa para nos ocupar a mente.

Talvez o querer apreciar a vida na sua plenitude seja um útopia na sociedade em que vivemos. Precisamos de lugares calmos onde a mente possa acalmar e relaxar, ainda que por breves minutos, para apreciar a plenitude das coisas.

 

Foi curioso ver como a vida corre muito mais devagar nas aldeias. Em que o tempo parece ter outra velocidade. Em que os cheiros, os sabores, a paisagem tem outra intencidade.

 

Respiramos a correr, caminhamos com pressa, falamos rapidamente, amamos momentaneamente, vivemos como se a vida nunca fosse acabar e morremos com se ela não tivesse acontecido. Toda a pressa da sociedade moderna não nos trás nada de positivo.... então porque corremos nós?

 

Bom fim de semana para todos

sinto-me: Bem
música: Jazzy lounge Vol1

publicado por FilipeP às 22:59
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9 comentários:
De verdesperanca a 21 de Agosto de 2010 às 00:26
Corremos porque todos corremos? Corremos para chegar não sei onde sem nunca chegar?
Quem me dera poder abrandar o ritmo das pessoas, da nossa vida, da sociedade...
Tens razão, é utópico apreciar a vida e cada momento nesta sociedade. Podemos tentar construir uma vida que nos proporcione mais momentos que desejamos e acima de tudo uma grande capacidade de concentração para nos abstrairmos do mundo nos tempos livres.
Eu precisava dum momento desses, sair daqui...


De FilipeP a 22 de Agosto de 2010 às 10:29
Pois... porque correm as pessoas?
Não sei se tem a ver com a sociedade, ou com a maneira das pessoas cederem ao stress e á confusão das cidades. Aos transportes que têm horas, ao chegar a tempo ao trabalho, a sair de lá e fazer um monte de coisas antes de chegar a casa e chegando fazer um monte mais.
Acho que este ritmo se entranha e depois não conseguimos mais viver de outra maneira, porque na maioria das vezes não estamos conscientes do que estamos a fazer nem de como estamos a agir.




De verdesperanca a 22 de Agosto de 2010 às 21:44
Isso é verdade, estamos sempre a correr, com horas marcadas, com um monte de coisas para fazer em casa...
Antigamente não era assim, se uma pessoa queria ir ao centro da cidade tinha de tirar a tarde, só em tempo de espera e transporte no autocarros ida e volta demorava quase o tempo todo, agora com o carro por exemplo na mesma tarde vamos a montes de sítios.
As pessoas já não sabem viver sem stress...


De Caminhando... a 21 de Agosto de 2010 às 23:54
Olá amigo Filipe!

Sabes, também já me coloquei essa questão:Porque corremos nós se é com calma que conseguimos apreciar e valorizar o que nos rodeia. É com calma que conseguimos realmente Viver.

Há tantas exigencias e lados para onde nos podemos virar que damos um pouco em malucos e queremos chegar para tudo mas o problema, é que perdemos o essencial.

Um beijinho par ti : )


De FilipeP a 22 de Agosto de 2010 às 10:33
Olá Joana
É isso mesmo que comentas. Em algumas pessoas penso que nem se apercebem disso. Penso que sempre viveram na agitação e não têm consciencia do que é a vida vivida mais calma. Os outros que têm essa consciencia penso que vivem tão embrenhados na luta diária pelos transportes, casa, filhos e tudo mais que lhes é impossivel abrandar.

Seria importante todos termos um momento durante o dia em que parasse-mos para reflectir e apreciar a vida na sua plenitude já que não o é possivel fazer a toda a hora.

Beijinho e uma boa semana para ti


De sentaqui a 22 de Agosto de 2010 às 11:27
Olá Filipe
Passei devagarinho, sentei-me um pouco aqui, apreciei o que sentes, partilhei e saboreei as tuas palavras.
Não fui convidada, espero que não me leves a mal..mas como estou com todo o tempo, como se vivesse numa dessas aldeias pacatas de que falas, em que reina a paz e se saboreia cada momento...apeteceu-me conversar um pouco contigo.

Beijinhos


De FilipeP a 22 de Agosto de 2010 às 12:13
Olá :)
Sê bem vida. E obrigado por teres parado e tomado o tempo para apreciares o que escrevo. Tal como dizia no texto o mundo anda todo a correr, e já nem para, ouvir e sentir os outros que partilham connosco este espaço que chamamos vida, há tempo.
Espero que as minhas palavras te iluminem de alguma maneira.

Beijinho


De umabrisadomar a 22 de Agosto de 2010 às 14:45
E como eu te compreendo... tu sabes... começando a trabalhar, parece que as pessoas se transformam e são obrigadas a ser aquilo que não são...
E para quê? Não sei...
A sociedade, as empresas, a isto nos obrigam...
Gasto de energia desnessário, mas enfim...
Beijoca grande


De FilipeP a 22 de Agosto de 2010 às 20:44
Olá amiguita.

É isso. Obrigam-nos a nos adaptarmos ás situações e ás empresas, impondo regras e situações com as quais não nos identificamos e não concordamos e que acabam por nos revoltar. Infelizmente é a sociedade que temos e não é fácil viver á parte dela. O resultado disto é como tu dizes um esgotamento das nossas energias.
É neste mundo adverso que nós temos de ser capazes de encontrar a felicidade interior e ser imunes a estes estímulos externos.

Beijinho


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