Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010

Pensamento

 

 

Uma das grandes verdades desta vida é que todos andamos á procura da felicidade, mas a maior parte não sabe onde procurar.

 

sinto-me: Pensativo
música: silêncio

publicado por FilipeP às 00:29
link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito
Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

Com os nossos olhos vemos

 

Era uma vez um camponês gordo e feio

que se tinha apaixonado (porque não?)

Por uma princesa bonita e loira...

Um dia, a princesa - vá lá saber-se porquê -

Deu um beijo ao camponês gordo e feio...

E, magicamente, este transformou-se

num príncipe esbelto e ataviado.

(Pelo menos, era assim que ela o via... )

(Pelo menos, era assim que ele se sentia... )

Jorge Bucay

 

O que é a nossa vida senão um conjunto de coisas que sentimos... sentimos a beleza, sentimos os sentimentos, sentimos o bem e o mal. Sentimos a solidão e a companhia. A amizade de quem nos acompanha e decidi partilhar connosco algumas das coisas que também ele sente.

No fundo... não somos nada mais do que um conjunto de sentimentos.

 

FP

sinto-me: Bem, e porque não?
música: Damien Rice - The Blower's daughter

publicado por FilipeP às 21:53
link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito
Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

Vazio

É assim como me sinto... vazio. Vazio e cansado.

Como se tivesse percorrido milhares de quilometros para encontrar aquilo que tanto procuro... a única coisa que procuro. E percorridos esses quilometros, quando parecia que avistava a luz ao fundo e ao dar um grande salto para a agarrar sou levado por uma grande tempestade de vento para um sitio longiquo, sitio esse onde já passara anteriormente. Sitio de dor de angustia e de desespero. Vejo-me num sitio onde pensava que não voltaria mais. Porque o Caminho é sempre para a frente , não é? - Supostamente...!

Curiosa a vida... existem momentos em temos capacidade para chegar a um sitio e não sabemos a que sitio queremos chegar.... outras vezes sabemos onde queremos chegar e não temos essas capacidades, sendo que parece que todos os obstáculos nos aparecem á frente.

Estou cansado... apetecia-me adormecer e sonhar com o meu mundo perfeito em que eu pudesse ser um Eu completo. Em que pudesse fazer as coisas simples... pudesse saboreá-las com os amigos, pudesse sorrir com o coração.

 

Mas não.... sinto-me cansado... cansado e vazio....

sinto-me: Cansado do Caminho
música: relaxing piano: winter Chimes

publicado por FilipeP às 21:02
link do post | comentar | ver comentários (30) | favorito
Domingo, 16 de Maio de 2010

Relatividades da vida

Há já algum tempo que sei que tudo o que acontece é um bocado relativo no sentido de ser bom ou ser mau para nós. Muitas são as coisas que nos acontevem que aparentemente são boas e que depois se tornam em pesadelos e outras que aparentemente são más e que acabam por gerar outras muito positivas.

Isto mostra que devemos encarar a vida no geral com positivismo, esperando sempre que tudo o que nos acontece acabe por degenerar numa situação positiva.

 

Recebi este pequeno conto e acho que reflete tão bem esta realidade que não posso deixar de o partilhar.

 

Era uma vez un camponês chinês, muito pobre mas sábio, que trabalhava a terra duramente com o seu filho.

Um dia o filho disse-lhe: " - Pai, que desgraça, o nosso cavalo fugiu."

- Porque lhe chamas desgraça? Respondeu o pai. - Veremos o que nos traz o tempo.

Passados alguns dias o cavalo regressou acompanhado de uma linda égua selvajem. - Pai, que sorte. Exclamou o rapaz. - O nosso cavalo trouxe outro cavalo.

- Porque lhe chamas sorte? Respondeu o pai. - Veremoso que nos traz o tempo."

Uns dias depois o rapaz quiz montar o cavalo novo mas este, não acostumado à sela, encabritou-se e deitou-o ao chão.

Na queda, o rapaz partiu uma perna.- Pai, que desgraça, parti a perna. O pai, retomando a sua experiência e sabedoria, disse: - Porque lhe chamas desgraça? Veremos o que nos traz o tempo.

O rapaz não se convencia da filosofia do pai. Poucos dias depois passaram pela aldeia os enviados do rei à procura de  jovens para levar para a guerra. Foram a casa do ancião, viram o jovem debilitado e deixaram-no, seguindo o seu caminho.

O jovem compreendeu então que nunca se deve dar nem a  desgraça nem a fortuna como absolutas mas que, para se saber se algo é mau ou bom, á necessário dar tempo ao tempo.

 

Uma boa semana para todos

 

sinto-me: Pensativo
música: Silêncio
tags: , ,

publicado por FilipeP às 19:38
link do post | comentar | ver comentários (14) | favorito
Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Conto II

Era uma vez dois monges zen que passeavam pelo bosque de regresso ao mosteiro. Quando chegaram ao rio , viram uma mulher a chorar, de cócaras, na margem. Era jovem e muito bonita.

- Que aconteceu? - perguntou o mais velho.

- Tenho a minha mãe a morrer. Está sozinha em casa do outro lado do rio, e eu não consigo atravessá-lo. Tentei  mas a corrente arrasta-me e não consigo chegar ao outro lado sem ajuda.... Pensei que nunca mais a ia ver. Mas agora... agora os senhores apareceram, um dos dois podia ajudar-me a atravessar o caudal.

- Oxalá pudessemos - lamentou-se o mais jovem. - Mas a única maneira de te ajudar seria carregando-te ás costas e os nossos votos de castidade impedem-nos de tocar numa pessoa do sexo oposto. É proibido... Lamento muito.

- Eu também - disse a rapariga. E continuou a chorar.

O monge mais velho agachou-se, baixou a cabeça e disse:

- Sobe

A mulher nem queria acreditar, mas apressou-se a pegar na trouxa e a subir ppara as costas do monge.

Com muita dificuldade, o monge atravessou o rio, seguido pela jovem.

Ao chegar ao outro lado, a rapariga desceu e aproximou-se do monge mais velho, com a intenção de lhe beijar as mãos.

- Está bem, está bem - disse o velho, retirando as mãos -, segue o teu caminho.

A rapariga inclinou-se com gratidão e humildade, pegou na sua trouxa e correu até á aldeia.

Os monges, sem dizer palavra, retomaram a sua caminhada até ao mosteiro. Ainda lhes faltava dez horas de caminho...

Pouco antes de chegarem, o jovem disse ao mais velho:

- Mestre, conheces melhor do que eu o nosso voto de castidade. No entanto, carredaste nos teus ombros aquela mulher de um lado para ou outro do rio.

- Levei-a de um lado para o outro do rio, é verdade. Mas o que se passa contigo que ainda a carregas como um fardo?

 

Retirado de: Deixa-me que te conte - Jorge Bucay

 

 

 

Durante toda a nossa vida somos obrigados pela força das circunstancias ou por decisão propria a agir como não gostariamos. Ficando muitas vezes com remorços e com um peso no coração. E por vezes carregamos esse peso durante anos a fio. O que esta história tenta mostrar é que as coisas más da nossa vida não precisam de viajar no nosso coração mais do que o necessário. Lá elas não não são necessárias e temos de aprender a perdoar-nos  a nós proprios.

 

sinto-me: pensativo
música: Silencio
tags: ,

publicado por FilipeP às 23:47
link do post | comentar | ver comentários (11) | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 36 seguidores

.Maio 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Mude a sua vida, mudando ...

. Não virar as costas á int...

. Fim????

. La Belle Vert

. O poder da música

. Pensamento

. Com os nossos olhos vemos

. Vazio

. Relatividades da vida

. Conto II

.arquivos

.tags

. todas as tags

.links

SAPO Blogs

.subscrever feeds