Quarta-feira, 13 de Março de 2013

O que comemos é o que pensamos?

Primeiro a carne de cavalo, agora numa noticia ainda mais alarmante: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/residuos-de-pesticidas-em-comida-para-bebe-em-portugal-acima-do-permitido-1587550 Parece que existe á venda em Portugal comida para bébé com quantidades de pesticidas acima do que é permitido por lei. E a quantidade de alimentos que contêm quantidades de pesticidas inferiores ao estabelecido por lei? Será que a longo prazo essa quantidade infima não nos traz problemas de saúde?

As pessoas começam aos poucos a perceber que aquilo que comem, não é aquilo que pensam que estão a comer. Ou pelo menos naõ o é na totalidade. A acricultura intensiva e a monocultura criou um novo paradigma de produção em que o importante é a quantidade do que se produz, não a qualidade. A quantidade é que dá lucro. E o lucro é tudo o que uma empresa quer. O consumidor, completamente alheio ao modo de cultivo dos produtos que consome, pensa que está a consumir produtos de qualidade quando é exactamente o oposto. 

 

Aconselho profundamente este documentário que mostra a realidade do Brasil. Mas sendo a Europa um dos principais distinos dos produtos produzidos no Brasil deveriamos ficar preocupados. Uma das coisas que mais me impressionou foi um comentário de uma das comentadoras que ao citar um agricultor disse algo como " ...estas batatas não são para consumir, são só para vender. Se as comessemos adoeciamos todos... Têm tantos agrotóxicos... " Fica esta reflexão para vocês.

 


publicado por FilipeP às 22:55
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013

A polémica do alho chinês

A invasão do alho chinês: http://www.ionline.pt/mundo/contrabando-alho-chines-negocio-milhoes-poe-europa-alerta 

Noticias como esta preocupam-me bastante. É sabido que vivemos num mundo capitalista, em que tudo vale para ganhar dinheiro, mesmo que isso implique que se jogue com a saude das pessoas. O problema que vem á luz nesta noticia não é muito diferente dos últimos posts que tenho colocado e mais uma vez se vê que estamos a consumir algo que pensamos tem uma certa qualidade e provem de um sitio fidedigno e depois os alimentos são importados sabe-se lá de onde. O grande problema aqui não é o alho ser Chinês, Indiano ou de qualquer outro país. O problema é que não sabemos nada sobre este alho. Foi criado onde na China? Foi regado com que águas? Foi criado numa zona de muita poluição? Nada disto sabemos e nada atesta a qualidade dos alimentos que estamos a consumir. 

 

Neste mundo globalizado a palavra que reina é Dinheiro. Aparentemente nada mais importa.  

Perante isto torna-se cada vez mais importante, não só em termos economicos para o país, mas como também para a nossa saúde consumirmos alimentos cultivados em Portugal. De preferência provenientes da zona onde residimos. Não só estamos a escolher alimentos que amadureceram mais tempo nas árvores, mas também que têm menos substâncias para os conservar.

 

Devemos nos começar a preocupar com estes temas... {#emotions_dlg.sidemouth} 


publicado por FilipeP às 19:32
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Terça-feira, 11 de Maio de 2010

Sei cavar

 

Sei cavar. Sei cavar por me o ensinaram. Porque cresci na aldeia. Porque o meu avô me ensinou, porque aprendi com o mau pai. Porque passei muitos anos a fazê-lo. Cavei batatas, construi regadios para a agua passar, plantei cenouras e outros vegetais. Fui um campones em ponto pequeno. :) Isto poderia não ter aparentemente interesse nenhum, mas a realidade é que estes ensinamentos, alguns com centenas de anos se vão perder apenas numa geração, na nossa.

Parece-me estranho conceber uma civilização em que nós não sabemos cuidar de nós mesmo. Somos totalmente dependentes da sociedade e dos grandes grupos agricolas. Que seria de nós se no supermercado não aparecesse mais alimentos? Onde os iriamos buscar?

Juntamo-nos em grandes cidades para prosperarmos e enriquecermos e acabamos por nos esquecer que nesse processo iriamos perder muitas coisas também: Iriamos perder conhecimentos e sossego, paz e qualidade de vida. E acabamos por nos tornar dependentes.

 

Sou um bocado saudosista neste aspecto e digo sempre que gostaria de ter uma casinha com um pequeno terreno onde pudesse cultivar aquelas pequenas coisas que usamos na alimentação... as alfaces, cenouras, feijão e  todos os condimentos. :) Sei que não consigo viver longe da cidade, mas acho que consigo encontrar algures um equilibro entre a evolução e a continuação de alguns conhecimentos e tradições.

 

Boa semana para todos

sinto-me: A recordar
música: Kings of Leon

publicado por FilipeP às 12:24
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